segunda-feira, dezembro 27, 2004

(Estou atacado, atacando a literatura, a poesia, a língua...)

À noite

Meu suor me acorda com um toque frio
De ar condicionado, refrigério de verão
A chuva esfriando o campo, nova estação, mas
O corpo quente não se acalma, sofrido,
Retalhado entre razão e sentimento,
Desejos e pecados, culpas e tesão:
O sangue se faz vinho barato, adocicado
A carne agora é mole, toda inútil.

Uma lágrima escorre longa pela minha face
Se oculta de mim, se faz suor, me salga a pele
Adormece-me com um toque frio, condicionado
Por pecados e culpas, baratas, inúteis, facetadas
Como meus desejos, meus tesões, inverno de coração
Minha carne, minha razão!
Inconsúteis.

Sam
27.12.2004

3 Comments:

At 12:38 PM, Blogger miriamics said...

Reinventando a língua
reinventa o movimento
ressuscita pensamentos.
Inconsúteis desejamentos.

 
At 12:00 PM, Anonymous Anônimo said...

No way...
Não consigo mesmo comentar aqui.
See me. www.letraselinhas.com.br/filomics

 
At 6:42 PM, Blogger miriamics said...

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