terça-feira, agosto 16, 2005

Amor?


Nada que se faça reduzido,
Nada que não seja prazer,
Nesta selva nossa de apetites
Qual será o último fetiche?

Será nos deitarmos em relva de parque
à luz do dia, sem nos ocultar dos olhares?
Será, em pé, em boate de alguma cidade
Nossos movimentos em ritmo musical?

Será vestirmos couros e nos invertermos?
Será sermos donos e coisa?
Tudo e nada
Só feitiços...

1 Comments:

At 4:32 PM, Blogger miriamics said...

Nada nesse assunto é concreto
que apesar de indiscreto
se mantém sempre secreto.
Nada neste assunto é coerente
apesar de ser recorrente
e no mais das vezes, inocente.
Nada que se preze é barato.
Nada que se come é abstrato.
Nada que se quer é sensato.
Nada que se vê, é fato.
Tudo e nada?
O tudo é sonhado e o nada imaginado.

 

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