quinta-feira, outubro 27, 2005

Hardcore Suave



Ele olhou desavergonhadamente o decote da secretária quando ela se abaixou junto ao arquivo de aço, gaveta de rés-de-chão, transtornado pela dúvida entre o vislumbre daqueles seios e as coxas juntas, morenamente expostas ao fim da saia. Sentiu a reação automática de seu corpo na tensão do pau, enrijecendo entre os pentelhos, arrancando os mais presos ao membro. Percebeu que ela percebeu sua excitação, o rosto de boca grande e lábios negróides na altura de sua braguilha. Ainda agachada, ela ergueu os olhos e encontrou os dele. Um sorriso sacana iluminou a sala, um sorriso vencedor, de quem sabia de antemão onde e como terminaria a luta. Durante semanas ele resistira ao sutil assédio da funcionária, envelopando razões e motivos para não levá-la para a cama e agora todo o esforço e tempo foram jogados no lixo, à simples visão de um decote e um par de coxas firmes. Estavam só os dois no escritório, ele precisando localizar documentos arquivados para feitura de uma apresentação para um cliente logo cedo no dia seguinte, ela ajudando-o, como era sua orbigação.

Ainda agachada, despudorada, ela beijou o pênis por sobre a calça, ainda, para logo depois, tirá-lo e começar a beijá-lo com delicadeza, como se beija um bebê, sugá-lo como a um seio de mãe, enquanto com uma das mãos pressionava-lhe a base, retendo a circulação do sangue, forçando-o a ficar ainda mais duro.

Aqueles lábios engoliam o caralho e davam sentido à palavra agasalhar, aquecendo, confortando, da glande até o talo, do talo à ponta. Ao mesmo tempo ele sentia a língua como cobra das cavernas enrodilhar-se em torno do pau molhado e desenrolar-se, sempre apertando, um abraço firme dando a impressão de tomá-lo todo. E tudo isso sem diminuir a pressão, às vezes um curto silvo denuniando a passagem do ar para dentro daquela boca vadiagulosa que ia trazendo à flor da pele o sangue do corpo dele, chupando-lhe não só o pau, mas a própria força, fazendo suas pernas bambearem, obrigando-o a apoiar-se na parede, esquecido de si e de tudo o mais, sujeitado à onipresença sensorial daquela boca.


Uma explosão, o cacete se abrindo e esvaindo golfadas de si mesmo. As pernas perderam a sustentação e ele se acocorou, ficando frente a frente com aquela boca. Um sorriso sacana iluminou a sala, um sorriso vencedor, de quem sempre se soubera vitoriosa. Ela se levantou com uma pasta na mão e a entregou, um olhar divertido pela fragilidade do homem, dominado por apenas uma boca e uma língua, seduzido por um decote e um par de coxas.

Sam
27/10/2005