quinta-feira, outubro 06, 2005

Sombrio



Não, não há um por do sol no horizonte
Nem se findará essa noite escura
Sem que antes chegue a morte
Ainda que se me mantenha vivo.

Não, não há um amanhecer sobre os montes
Ou esperança de luz que acabe esta tortura
Pois é fado, é destino, é sorte
Conviver comigo, sempre, não me livro.

Ainda que eu force rimas,
Ainda que finja brilhos,
Espírito, sensibilidade
Que me disfarce inteligente
Amigo, sensual, humano
Sou meu fardo, minha pena,

Minha maldição.

06.10.2005