quinta-feira, março 23, 2006

Casa de vidro

De minha casa no limbo
Espreito, te tento
Seduzo tua boca
E te faço sentir meu gosto
Atraio tuas mãos
E as torno minhas
Para entreabrir tuas pernas
Afastar tuas roupas
Acarinhar teus seios
Penetrar-te fino
Fazendo-me pleno
Preencho-te tempo e sexo
Conduzo teus dedos onde iriam os meus.
E faço você fazer
Como se fosse eu
O que gostarias que
Fizesse.


Sou um fantasma que assombra
Teus sonhos, quando ainda acordada
Sou príncipe encantado
montado em branco corcel
Sou estuprador tarado
de algemas e arma.
Sou o cafajeste safado
de roupa de grife e língua afiada
Sou o bom menino
Que te dá rosas e amor versejado
À mãe me mostrarias, teu enamorado.

Sou o homem afastado
Que te dá teu desejo
E que tomo para mim
O que me é destinado
Desde essa minha casa de vidro
em que moro enjaulado.

Sam
23.03.2006

1 Comments:

At 1:43 PM, Anonymous Anônimo said...

Sou princesa assombrada
pelos sonhos, sua entrada
para a emoção almejada
(sem a qual sou quase nada).

 

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